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Sobre Ele
Ele chega quando você menos espera, ou mesmo quando já é esperado. Tenho a certeza, ainda mais nos dias de hoje, que está presente em todos os lugares do mundo, e dentro de cada ser humano. Quando se mostra ativo, ele tanto pode mover uma ação, quanto brecá-la. E num nível mais intenso, leva a pessoa a loucura. E assim se apresenta o Medo. É, o Medo. Substantivo que merece ser próprio, uma vez que, sozinho, consome toda uma personalidade e a transforma. Os mais famosos, aqueles que ganham um Oscar em questionários infanto-juvenis, são os de barata, de escuro e da morte. Pelo menos é no que crê minha não tão certeira mente. Não lembro qual Medo premiei quando era pequena, mas nunca vou esquecer daquele surreal pavor de fantasmas, espíritos, assombrações. O mais engraçado era que eu gostava de instigar meu Medo. Minha maior ocupação virtual era em sites assustadores, buscando alguma alma penada em fotografias macabras. Lembro claramente de me sentar em frente ao monitor, abrir a url e começar desvendar as inúmeras páginas de imagens que me botavam mais Medo que provas de matemática. O pior era eu chamar minha mãe para ver comigo, como se sua presença protetora absorvesse tudo aquilo que eu sentia no momento e a foto, portanto, passasse a ser somente uma foto. Hoje em dia eu não me aflijo mais ao ver essas fotos; as dos atentados ao Iraque, sim. Mas o ponto é: meu Medo mudou. Hoje o que faz meu coração acelerar de um jeito dolorido, meu estômago revirar, minha respiração se tornar difícil, minhas pernas tremerem e meu sono se perder não são mais coisas exteriores, e sim meus sentimentos. Sentir me mete Medo. Um Medão bem grande. E ainda maior que o meu Medo de sentir, é o de sentir que a outra pessoa sente diferente. Infelizmente minha mãe não me acalma mais como antes. Por outro lado, e felizmente, esse medo vem acompanhado sempre de um sentimento bom, a paixão.

Que medo!

Até mais ler.

por Andrea de Lima @ 10/10/2007 07:32:00 PM
 
Sexualidade não é opção
Não existem homossexuais.
Acreditar que um adjetivo se converte em substantivo é uma forma de moralismo pela via errada. Não conheço homossexuais. Nem um para mostrar. Amigos meus dizem que existem. Outros dizem que são. Eu coço a cabeça e investigo: dois olhos, duas mãos, duas pernas. Um ser humano como outro qualquer. Mas eles recusam pertencer ao único gênero que interessa, o humano. E falam do "homossexual" como algumas crianças falam de fadas ou duendes.
Mas os homossexuais existem?
A desconfiança deve ser atribuída a um insuspeito na matéria. Falo de Gore Vidal, que roubou o conceito a outro, Tennessee Williams: "homossexual" é adjetivo, não substantivo. Concordo, subscrevo. Não existe o "homossexual". Existem atos homossexuais. E atos heterossexuais. Eu próprio, confesso, sou culpado de praticar os segundos (menos do que gostaria, é certo). E parte da humanidade pratica os primeiros. Mas acreditar que um adjetivo se converte em substantivo é uma forma de moralismo pela via errada. É elevar o sexo a condição identitária. Sou como ser humano o que faço na minha cama.
Aberrante, não?
Uns anos atrás, aliás, comprei brigas feias na imprensa portuguesa por afirmar o óbvio: ter orgulho da sexualidade é como ter orgulho da cor da pele. Ilógico. Se a orientação sexual é um fato tão natural como a pigmentação dermatológica, não há nada de que ter orgulho. Podemos sentir orgulho da carreira que fomos construindo: do livro que escrevemos, da música que compusemos. O orgulho pressupõe mérito. E o mérito pressupõe escolha. Na sexualidade, não há escolha.
Infelizmente, o mundo não concorda. Os homossexuais existem e, mais, existe uma forma de vida gay com sua literatura, sua arte. Seu cinema. O Festival de Veneza, por exemplo, pretende instituir um Leão Queer para o melhor filme gay em concurso. Não é caso único. Berlim já tem um prêmio semelhante há duas décadas. É o Teddy Award.
Estranho.
Olhando para a história da arte ocidental, é possível divisar obras que versaram sobre o amor entre pessoas do mesmo sexo. A arte greco-latina surge dominada por essa pulsão homoerótica. Mas só um analfabeto fala em "arte grega gay" ou "arte romana gay". E desconfio que o imperador Adriano se sentiria abismado se as estátuas de Antínoo, que mandou espalhar por Roma, fossem classificadas como exemplares de "estatuária gay".
A arte não tem gênero. Tem talento ou falta de. E, já agora, tem bom senso ou falta de. Definir uma obra de arte pela orientação sexual dos personagens retratados não é apenas um caso de filistinismo cultural. É encerrar um quadro, um livro ou um filme no gueto ideológico das patrulhas. Exatamente como acontece com as próprias patrulhas, que transformam um fato natural em programa de exclusão. De auto-exclusão.
Eu, se fosse "homossexual", sentiria certa ofensa se reduzissem a minha personalidade à inclinação (simbólica) do meu pênis. Mas eu prometo perguntar a um "homossexual" verdadeiro o que ele pensa sobre o assunto, caso eu consiga encontrar um no planeta Terra.

JOÃO PEREIRA COUTINHO

por Andrea de Lima @ 10/03/2007 07:44:00 PM
 
moi
je par me
Saboreando as pequenezas da vida e tornando-as grandes. Tateando letras e montando um quebra-cabeça de palavras, em busca de alguma elucidação sobre mim, sobre você, sobre o mundo...

 
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