<body bgcolor="#FFFFFF"><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d19753705\x26blogName\x3dle+fabuleux+destin\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dBLUE\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://lfabdestin.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_BR\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://lfabdestin.blogspot.com/\x26vt\x3d-571507579209464082', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>

                

Historinha
Carlos é um gordinho simpático, de vinte e quatro anos, que não tem nenhum preconceito contra os homossexuais, mas não vê a hora de fazer vinte e cinco para escapar das piadinhas sobre sua idade.
Seus amigos são patéticos, ele diz. Mas não diz aos outros: é tão patético quanto eles, por não ter coragem de comentar com alguém sobre essa característica tão gritante daqueles que o cercam.
Como se não bastasse ser patético e conviver com patetas, Carlos tem um sério problema em se lembrar das coisas. A meia do outro pé, os óculos de grau, a chave de casa, o casaco, o dinheiro pra pagar o Zé, as balinhas que tanto gosta de degustar na sala de espera do Doutor Anélio, entre outros tantos objetos, passam quase sempre por despercebidos, quando Carlos sai de casa. Outro dia saiu de casa a pé, andou uns seis quilômetros e se lembrou de que havia esquecido de ir de carro. Seria cômico lembrar de ter esquecido, se não fosse a trágica chuva no meio do caminho.
Cansado de esquecer tantas coisas, inclusive a avó na barraca de cana-de-açúcar, na beira da estrada para Barueri, pediu um conselho a seus amigos patéticos. Estes, dispostos a ajudar, disseram:
- Antes de dormir, escreva o nome do objeto a ser lembrado na testa. Será um mico tão grande sair assim na rua, que ao olhar no espelho, não irá esquecer.
Por incrível que pareça, nos dias seguintes, não esqueceu nada. Lembrou até de alimentar o peixe, pena que ao chegar ao aquário, Douradinho já havia passado desta pra melhor.
Numa quinta-feira, Carlos conheceu uma bela moça no Happy Hour da empresa. Pediu seu telefone e arriscou:
- Não preciso anotar. O seu eu guardo na cabeça!
E guardou. Dias depois, ligou para a moça, de nome Dorotéia, e a convidou para jantar em sua casa. A moça aceitou, com uma condição: queria brigadeiro feito com Nescau, de sobremesa. E não podia ser outra marca: saberia identificar. Nosso esquecidinho, com medo de esquecer de que precisava comprar Nescau, e não Toddy ou Quick, resolveu seguir o dado conselho.
No dia seguinte, acordou com conjuntivite e não conseguiu olhar-se no espelho. Passou o dia em casa, cuidando de sua enfermidade e, ao despertar do relógio, se deu conta de que faltava apenas uma hora para Dorotéia chegar. Ainda meio cego, pelo colírio errado que havia pingado nos olhos, correu para o mercado mais próximo e não percebeu que os risinhos eram todos por causa dele. Passeou pelos corredores, mas não se lembrou porque estava lá. Não comprou nada e voltou para casa.
Já em casa, passou um desodorante, seu melhor perfume, vestiu a camisa nova, a calça surrada, e ao atender a porta, disse:
- Desculpe-me o cabelo não tão arrumado. Tive um infortúnio com o colírio e me encontro um tanto quanto cego.
Dorotéia, olhou para Carlos e riu. Riu, não, gargalhou.
- Nossa, ok que deve estar uma bagunça, mas não precisa rir assim- disse o gordinho constrangido.
- O que é isso na sua testa?
- Isso o quê?
- Por acaso você virou garoto propaganda de chocolate em pó?
- Ahn?
- Nescau.
- Nesc... É isso! Era isso que eu precisava ter comprado no mercado!
- Você escreveu Nescau na testa para não esquecer de comprar o Nescau pro meu brigadeiro?
- É...
Dorotéia achou a atitude tão linda, que nem ligou para a conjuntivite, para a falta do brigadeiro, ou pelo papel de idiota pelo qual Carlos havia passado. E a história desses dois teria sido cômica, se não fosse a tragédia de Dorotéia ser Doroteu.

por Andrea de Lima @ 4/23/2007 08:18:00 PM
 
Irritaçãozinha
Eu nunca pensei que essa música fizesse sentido, juro! Aí outro dia eu parei para ouví-la e pasmem: faz!

Oops, I did it again - Britney Spears

I think I did it again
I made you beleive we're more than just friends
Oh baby
It might seem like a crush
But it doesn't mean that
I'm serious
Cos to lose all my senses
That is just so typically me
Oh baby, baby

Oops!... I did it again
I played with your heart,
Got lost in the game
Oh baby, baby
Oops... you think I'm in love
That I'm sent from above
I'm not that innocent

You see my problem is this
I'm dreaming away
Wishing that heroes, they truly exist
I cry, watching the days
Can't you see I'm a fool in so many ways
But to lose all my senses
That is just so typically me
Baby, oh

Só porque estou com preguiça de digitar a história que eu escrevi.

Até mais ler.

por Andrea de Lima @ 4/21/2007 09:57:00 PM
 
Enquanto isso, na faculdade...
Antes a PUCC era o lugar onde eu extravasava toda minha reserva de carinho e dedicação. Agora ela se transformou em faculdade mesmo. Chego com sono e sem muita vontade de falar oi's e dar abraços, mas os faço mesmo assim, porque gosto muito das pessoas com quem estudo. Entro na sala e me preocupo com os textos que eu não li e com o lugar onde irei sentar, e não mais com quem eu deixei esperando do lado de fora.
É engraçado como quase todos os dias, olho no relógio na mesma hora e com o mesmo pensamento: deve faltar pouco para o intervalo. Mas não espero por aqueles quinze minutos com muita ansiedade e nem pelo mesmo motivo de antes, só quero que ele chegue logo para eu comer e parar de escrever um pouquinho.
Na hora do almoço, não mais sigo em direção ao orelhão do Bloco B. Procuro pelos meus veteranos, compro meu almoço, sento em frente à minha sala e fico rindo horrores e falando besteiras sem sentido. Esse tempo, que antes parecia durar nem meia hora, agora tem seus exatos cento e cinco minutos, que passam um por um e, por vezes, me fazem até querer que passassem mais rápido.
A saída é a mesma todos os dias. Espero minha amiga se despedir e vamos andando até o estacionamento, sempre reclamando do calor e do forno em que o carro vai estar.
Esses dias, durante a aula de Epistemologia, estavamos ouvindo histórias mitológicas. Porém, como nem tudo é seriedade e atenção, um amigo meu acabou por brincar com a homossexualidade dos Gregos e Romanos, e o professor, para entrar na brincadeira sem perder a chance de nos ensinar, disse:
- Vocês sabiam que a primeira vez do Romano era com um homem mais velho?
E eu, que caio do salto, mas não perco a piada, soltei:
- Mas o virgem era passivo ou ativo? Porque para aprender, ele teria de ser ativo, não?
Risadas gerais.
Eu ri, mas não ri com tanta intensidade, afinal, me lembrei de que eu não tenho com quem me encontrar no final da aula para contar essa pérola. É, certas coisas simplesmente não mudam.

por Andrea de Lima @ 4/02/2007 01:41:00 PM
 
moi
je par me
Saboreando as pequenezas da vida e tornando-as grandes. Tateando letras e montando um quebra-cabeça de palavras, em busca de alguma elucidação sobre mim, sobre você, sobre o mundo...

 
plus du moins
 
archive
 
aventures récentes
 
 
quincaillerie



blogger

Weblog Commenting and Trackback by HaloScan.com

stéfis \o/