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Morava nos fundos de uma loja de discos. Redondos, achatados e negros. O perfume de pó e mofo era a essência de seu cheiro. Às vezes se misturava com lavanda, quando resolvia se lavar com o sabonete líquido que ganhara de amostra grátis em um mercado. Mas somente a água já satisfazia seu - pouco - desejo de limpeza.

Desconfiaram dele somente depois de seis meses após o sumiço. Antes disso, interrogaram todos da vizinhança. Até o papagaio da Dona Margarida foi obrigado a falar, mas tiraram dele nada além de alguns grunidos e "Michael Jackson era preto!". Quando perguntaram a Dona Margarida sobre aquela frase, respondeu que o papagaio passava muito tempo frente à televisão e provavelmente teria aprendido isso em algum programa. Pobre bicho, renegado de sua natureza animal para sujar-se nas titicas televisivas. Não enxergavam o que tinham deixado escapar. Ou melhor, quem que, assim como a água, havia passado por entre os dedos espertos dos investigadores.

Até que, um dia, como numa dessas coincidências ridículas da vida, ao pesquisar pela internet sobre um vinil esquecido da The Bangles, a investigadora o descobrira numa casa de vinis na Rua das Flores, 663. Pensou consigo: "Casa de vinis na Flores? Não é possível!".

Entrou em seu carro e foi até lá. Virou no início da rua e foi até seu fim. 663 era um número que inexistia naquela estreita ruela misteriosa. Estacionou seu carro na avenida vizinha e foi caminhando em passos curtos pelo asfalto úmido e viscoso. Seu mocassim gasto, permitia que seus dedos sentissem o vapor de água que emanava do solo. Caminhava com os olhos castanhos atentos em cada portinha daquele lugar e as mãos metidas no bolso, fazendo com que seu tronco não carregasse a melhor postura. Seu queixo ficava a frente de seus passos e a testa se franzia a todo momento que se deparava com algum número gasto na tinta comida pelo tempo dos muros das residências. Até que viu: 661. É a próxima! Mas não era. A próxima era a 665 e a Casa de Vinis, por alguns segundos, transformou-se num fantasma.

Parou entre os dois números e pensou: "Aquele site estava errado!". Mas uma voz surgiu em meio a seus devaneios e falou: "Errado é estar faltando um número na rua. Fareje!". Reconheceu a voz que sua mente havia imitado: era de seu querido e falecido pai. Permitiu-se um segundo de pezar e retornou à Rua das Flores.

(continua...)

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por Andrea de Lima @ 4/02/2010 12:48:00 PM
 
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Saboreando as pequenezas da vida e tornando-as grandes. Tateando letras e montando um quebra-cabeça de palavras, em busca de alguma elucidação sobre mim, sobre você, sobre o mundo...

 
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